sábado, 21 de agosto de 2010

post 42.

http://www.youtube.com/watch?v=Y3KB5bjdw54

bons metros quadrados.

estar de novo em um lugar, um exato lugar, um metro quadrado onde só caiba você e todas as suas melhores lembranças sobre aquele mesmo metro quadrado, onde em algum outro momento couberam você e alguns pensamentos novos, pensamentos estranhos, só não mais estranhos que os pensamentos das lembranças agora.

o primeiro metro quadrado é de cinco meses atrás.
o segundo metro quadrado é de um ano e sete meses atrás.

como é assustador pensar em um metro quadrado tão longe temporalmente e tão perto fisicamente. as coisas em relação a esse segundo metro quadrado mudaram como deveriam realmente mudar, como a vida deduziu e te mostrou antes como seria. e na verdade você já sabia. como sabia da verdade que dizia ser mentira e hoje ainda continua sendo verdade. só o que você não sabia é que você passaria novamente por esse metro quadrado pensando sobre ele de outra forma e olhando pra forma antiga também. acho que pela distância temporal os sentimentos se tornam mais brandos e a verdade não tão preocupante assim, não a ponto de você dizer que ela é mentira.

o metro quadrado de cinco meses atrás, você só pensou sobre ele e fechou os olhos e pôde sentir tudo ali, toda a estranheza de um momento no qual pensar agora acalma seu coração. e te coloca pra dormir. e guarda o teu sono. e não te dá nem sonhos nem pesadelos. só te faz sentir como se estivesse deitada numa nuvem.

the answer is blowing in the wind.

problemando minha vida com o caos da cor.

an year and a half in a bus takes a long way. (releitura do primeiro verso do garoto com o cinto árabe, da bela e do sebastião.)

para fazer a rocha voar, você tem que dizer três palavras: flutue, plane, voe. (ah, backyardiganzinhos, vocês não conhecem o poder da mente jedi.)

como é pensar na sua única verdade em relação a algo? uma verdade que durou meses e você sempre achou ser mentira. mas ela continua bem aqui, sendo verdade. sendo mais do que nunca tudo o que você sem querer examamente desejou que ela fosse.

uma verdade assim te deixa confusa e preocupada, obviamente.

só que o mais óbvio agora é que a única verdade atual que te faz sorrir só por sorrir pra você ainda guarda consigo um único potinho ironicamente verde.

falta um título.

a gente só presta a devida atenção às coisas quando elas cabem exatamente num determinado espaço, num determinado tempo. quando elas se encaixam ali, naquele momento. quando elas servem pra gente muito bem.

e aí a gente esquece de todo o resto, até do que outrora já foi bem importante. como um desfoque de olhar, como guardar todas as lembranças numa caixa que quando for o momento (certo ou errado) poderá ser aberta.

caixinhas de lembranças, é isso que vivemos pra guardar. negativos esquecidos, é isso que tudo é. quando qualquer vontade e qualquer luz pode nos fazer voltar a enxergar. quando a vontade é inconveniente o suficiente pra nos deixar sem saber o que fazer. porque a luz não respeita alguns limites.

então a gente tenta construir outros mais fortes. um limite que respeite onde o foco quer estar. então a gente destrói os limites. então a gente os constrói de novo. então a gente destrói. e constrói. e destrói.

é como tentar deixar tudo bem quando tudo tem que explodir. é como tentar explodir tudo quando tudo tem que estar bem. é terrível não saber a hora, é terrível não saber como tem que realmente ser. mas é bem mais terrível cansar, é bem mais terrível desistir. porque aí não vão existir nem focos novos nem negativos velhos.

na verdade focos novos sempre vão voltar a existir. na verdade os negativos são eternos.

e as importâncias são sempre válidas. onde quer que estejam.

Título irrelevante

Ontem eu chorei. Pior, chorei assistindo um comercial de televisão.
Vamos do começo então. Estava eu vassistindo ao VH1 na Sky, que, pra quem não sabe é um canal de "cultura pop" bem parecido com a mtv, e estavam passando vários clipes da Lady Gaga. O último clipe era da música Bad Romance, que, pelo menos pra mim, foi a música de 2009, e enquanto eu assistia, fui lembrando das pessoas que fizeram do meu 2009 um grande ano. Meu coração apertou nessa hora.
Mas ainda estava tudo bem, porque a Lady Gaga é sexy e é meio difícil pensar em sentimentos com ela rebolando na tela. OK, no fim do clipe eu lembro de como foi legal no ano passado ver a Lady Gaga soltando faíscas pelos peitos pela primeira vez.
Então veio o bendito ( ou maldito? ) comercial. Era um comercial sobre a série SkinsQuem já assistiu sabe que se trata de adolescentes...bem...vivendo. Mas pra um adolescente viver já é bem emocionante. Eu assisti as duas primeiras temporadas ao longo do ano passado e todos aqueles dramas foram vividos dentro do nosso grupo de amigos.
O comercial era assim... Primeiro aparecia uma cena com Tony, o protagonista (de certa forma), ele está tranquilo e sorridente porque ele é fodão, então ele somem e começam a surgir flashes das cenas mais marcantes e tensas da série e depois de relembrar tudo, Tony aparece denovo, mas dessa vez está escuro e ele está chorando porque ele se fode muito. E aí o ponto alto disso tudo, uma única frase aparece na parte inferior da tela:

TODOS OS GOLPES DA VIDA
            QUANDO ELES MAIS DOEM.

Pronto. E todas as feridas se abriram no coração surrado, todas as mágoas, brigas, despedidas e misérias em geral pelas quais todos nós passamos saíram de mim em forma de um jorro de lágrimas. A muito tempo que o peito andava pesado, atulhado de memórias ruins e assuntos inacabados que nos impedem de seguir em frente com nossas vidas. Mas eu me livrei de tudo isso e cada lágrima que caía pesava 10 toneladas de injúrias. Acho que se tem algo que faz bem a qualquer um é chorar, e depois de se desfazer ali e espremer todo o sofrimento pra fora, você se olha no espelho e vê uma cara borrada e vermelha com olhos inchados e acha graça, acha graça porque agora está leve e já não importa mais quem machucou quem ou quem sofreu por quê, as únicas coisas que importam são tudo de bom que aconteceu até agora, as boas lembranças, quem riu com quem, quem amou quem e quem viveu o que.
Ontem eu chorei vendo um comercial de televisão e eu me sinto bem por isso.

42 andrés

domingo, 15 de agosto de 2010

I will be here.

(Steven Curtis Chapman)

Tomorrow morning if you wake up
And the sun does not appear
I will be here
If in the dark we lose sight of love
Hold my hand and have no fear
'Cause I will be here

I will be here
When you feel like being quiet
When you need to speak your mind
I will listen
And I will be here
When the laughter turns to crying
Through the winning, losing and trying
We'll be together
'Cause I will be here

Tomorrow morning if you wake up
And the future is unclear
I will be here
As sure as seasons are made for change
Our lifetimes are made for years
So I will be here

I will be here
And you can cry on my shoulder
When the mirror tells us we're older
I will hold you
And I will be here
To watch you grow in beauty
And tell you all the things you are to me
I will be here

I will be true to the promise I have made
To you and to the One who gave you to me

I will be here
And just as sure as seasons are made for change
Our lifetimes are made for years
So I will be here
We'll be together
I will be here

te amo, mãe.

terça-feira, 10 de agosto de 2010

mosquitos e raquetes elétricas.

eu sou a minha inteira de mim do jackzinho. o jackzinho é o meu inteiro de mim. a gente gosta de fazer churrasquinho de mosquito com aquelas churrasqueiras raquetes elétricas (churrasqueiras de mosquito em forma de raquete, ok) até eles se desintegrarem e virarem mini carvão, aí a gente usa o carvão pra fazer mini churrasco com carne moída espetada em palitos de dente e come com tomatinhos cereja e requeijão.

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Obsessão

Já não mais o que faço
Toda vez que você passa
Sinto tudo estremecer

Eu me perco no complexo
Do teu corpo, do teu sexo
e do seu jeito de ser

Mando cartas bem queridas
Mas nem um pouco amigas,
Cheias de rimas e canções

Você é o meu tormento
Não me sai do pensamento
Eu me desfaço em sensações

Essa música foi escrita mais ou menos a um ano atrás, espero que gostem.

Alias, falando em música, nos últimos dias tenho ouvido muito a banda Ira!, e me deparei com o que pra mim é um dos trechos mais romanticos que eu já ouvi em uma música, eu estava ouvindo "Girassol" ( http://www.youtube.com/watch?v=eQam7d5FNkU ) e no meio da música o Nasi fala com aquela voz estranha e foda dele "Você é o meu Sol / Um metro e sessenta e cinco de Sol ", ok, se ninguém entender oq me despertou a atenção neste trecho eu entendo perfeitamente porque nem eu mesmo sei oq me atraiu tanto nele. Talvez seja por usar a estatura física dela associada ao estado de espírito em que ela o eleva. Nem sei.

Mas sério, se alguem gostou da minha música ou do Ira!, comentem a respeito...se quiserem...