domingo, 16 de janeiro de 2011

Attention Whores

Eu estava lá sentado numa festa realmente tediosa quando surgiu um pensamento. "Ei, o que você está fazendo da sua vida?" E era Tyler Durden falando (vide "O Clube da Luta"). Eu deixei muita coisa de lado nos ultimos meses, muitos projetos e muitas pessoas, coisas que eu achava que não ia abandonar nunca mas que inevitavelmente acontece. Vou falar uma coisa sobre amizades e projetos, você pode deixar de lado os projetos e voltar depois de anos até a sua batcaverna e ver todos aqueles planos, reavivar a chama e por todos eles em prática, mas as amizades não são tão "estáveis" em relação ao tempo, algumas duram meio século sem nada mudar e outras chegam a ruína em menos de um ano. Eu não sei se alguém mais tem a mesma sensação que eu com relação a isso em particular (amizade), por exemplo, quando você era mais novo costumava fazer uma coisa muito bem, você costumava desenhar muito bem, por exemplo, e desenhava coisas muito fodas com esse talento, mas aí alguma coisa entrou no seu caminho e te fez pensar em outras coisas, agir de outra forma e muito tempo depois quando você tenta retomar o desenho e toda a alegria que aquilo te trazia, simplesmente não consegue, perdeu a prática e esqueceu. Isso acontece comigo de vez em quando e tem acontecido com relação a algumas das minhas amizades, eu simplesmente esqueci, desaprendi a ser um amigo, e isso me da uma sensação de vazio. Desliguei o videogame e já retomei o projeto que este blog já foi, de transcrever o que transborda da mente, o próximo passo é reaprender a ser Eu, o Eu que se perdeu em algum lugar aqui no meio, essa é a parte difícil, o resto já são cenas do próximo episódio.

O fim da eternidade.

Ele não amava simplesmente uma garota. (Estranhamente usou a palavra "amar" pela primeira vez e sequer parou o suficiente para olhar para a coisa se admirar com ela.) Amava um complexo de fatores: suas roupas, seu andar, seu jeito de falar, seus gestos e expressões. Menos de um quinto de século de vida e experiência se passou, numa determinada Realidade, para que aquilo fosse forjado. Não seria a mesma se um minimo fator da história humana fosse diferente, o que tornava essa Realidade única, a perfeição deste universo que É se define pelo único aspecto de que apenas nele o amor pode existir e não nos outros infinitos universos onde as suas estradas, por mais que se cruzem, nunca estarão juntas como aqui, agora. Em outro universo ela poderia ser, possivelmente, até melhor em alguns aspectos, mas de uma coisa ele tinha certeza: queria aquela ali, aquela que ele via naquele momento, nesta Realidade. Se ela tinha defeitos, queria os defeitos também.