domingo, 16 de janeiro de 2011
O fim da eternidade.
Ele não amava simplesmente uma garota. (Estranhamente usou a palavra "amar" pela primeira vez e sequer parou o suficiente para olhar para a coisa se admirar com ela.) Amava um complexo de fatores: suas roupas, seu andar, seu jeito de falar, seus gestos e expressões. Menos de um quinto de século de vida e experiência se passou, numa determinada Realidade, para que aquilo fosse forjado. Não seria a mesma se um minimo fator da história humana fosse diferente, o que tornava essa Realidade única, a perfeição deste universo que É se define pelo único aspecto de que apenas nele o amor pode existir e não nos outros infinitos universos onde as suas estradas, por mais que se cruzem, nunca estarão juntas como aqui, agora. Em outro universo ela poderia ser, possivelmente, até melhor em alguns aspectos, mas de uma coisa ele tinha certeza: queria aquela ali, aquela que ele via naquele momento, nesta Realidade. Se ela tinha defeitos, queria os defeitos também.
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